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Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho

Segurança institucional e importância dos protocolos operacionais é pauta na 7ª RO de 2026 do Coleprecor

Exposição foi conduzida pelo desembargador-corregedor Paulo Alcântara e pelo diretor de Polícia Judicial, Rodrigo Hazin, ambos do TRT-6 (PE)

A segurança institucional e o papel dos Protocolos Operacionais Padrão (POPs) na atuação da Polícia Judicial foram tema de palestra realizada durante a 7ª Reunião Ordinária de 2026 do Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), no Rio de Janeiro. A exposição foi conduzida pelo corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), desembargador Paulo Alcântara, e pelo diretor de Polícia Judicial do TRT-6, Rodrigo Hazin, que apresentaram a experiência desenvolvida no Regional pernambucano.

O desembargador-corregedor Paulo Alcântara destacou a importância da integração e da cooperação entre as forças de segurança e as instituições do Poder Judiciário, especialmente diante da necessidade de preparação para situações de risco. Na sequência, Rodrigo Hazin apresentou os POPs como instrumentos que vão além de um simples passo a passo: são ferramentas de governança, profissionalização da gestão e preservação do conhecimento institucional.

Os protocolos estabelecem padrões para a execução das atividades, definem responsabilidades e registram fundamentos normativos, contribuindo para a continuidade das ações mesmo diante da mudança de gestores(as) e equipes. Também permitem identificar ameaças e vulnerabilidades e estabelecer medidas para reduzir os riscos envolvidos.

Experiência do TRT-6

Rodrigo Hazin apresentou a experiência do TRT-6 na elaboração dos protocolos, que abrangem diferentes atividades da Polícia Judicial. A metodologia prevê a participação dos profissionais envolvidos e, quando necessário, a validação por unidades técnicas especializadas.

Entre os exemplos apresentados estão procedimentos relacionados ao resgate de pessoas em elevadores e a situações de ameaça com explosivos. Os documentos são revisados periodicamente para acompanhar alterações normativas, mudanças na realidade institucional e o surgimento de novas ameaças.

Segurança como política institucional

A exposição ressaltou que a segurança institucional não deve ser compreendida apenas como uma atividade restrita à Polícia Judicial. Os protocolos podem alcançar diferentes áreas administrativas e operacionais, contribuindo para a definição de responsabilidades e para a continuidade das atividades. Ao abordar a gestão de riscos, Hazin destacou que a elaboração de um protocolo leva as equipes a identificar ameaças e vulnerabilidades e a estabelecer previamente medidas para reduzir os riscos envolvidos.

A programação também abordou a importância do intercâmbio de experiências entre os tribunais e da construção de uma metodologia comum para a elaboração dos protocolos, preservando as especificidades de cada Regional.

Ao final, os palestrantes defenderam o fortalecimento de uma cultura institucional de segurança, governança e aprendizagem. A formalização do conhecimento em procedimentos claros e atualizados contribui, segundo a exposição, para respostas mais eficientes e para o fortalecimento da atuação da Polícia Judicial e do Poder Judiciário.