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Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho

TRT-4 apresenta ao Coleprecor projeto que reconhece desempenho de varas do trabalho

Projeto Selo Excelência estimula o alcance de metas estratégicas e incentiva a melhoria contínua das unidades judiciárias de 1º grau

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) apresentou, na quarta-feira (27), em Brasília, durante a 4ª Reunião Ordinária de 2026 do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), o projeto Selo de Excelência, iniciativa criada para incentivar o aprimoramento da produtividade e da eficiência das unidades judiciárias de primeiro grau.

A exposição foi conduzida pela corregedora regional do TRT-4 (RS), desembargadora Maria Madalena Telesca, pela juíza auxiliar da Corregedoria, Carolina Quadrado Ilha, e pelo secretário-geral da Corregedoria, Adolfo Marques Pereira.

Instituído em 2023, o projeto busca estimular as varas do trabalho a alcançarem melhores resultados em produtividade e eficiência. O selo reconhece unidades que superam metas internas e do CSJT, incentivando a adoção de boas práticas e o aprimoramento contínuo da prestação jurisdicional.

Durante a apresentação, a desembargadora Maria Madalena Telesca destacou que o programa surgiu da necessidade de reduzir diferenças de desempenho entre unidades judiciárias com movimentação processual semelhante. “Entendeu-se importante que as unidades que obtêm melhores resultados sejam reconhecidas pelo seu esforço, motivando-as a manter o nível de resultados obtidos”, afirmou. 

Segundo a corregedora regional, o projeto tem fortalecido o comprometimento das unidades judiciárias com o alcance das metas institucionais e estimulado a busca contínua por melhores resultados. “O engajamento das unidades de primeiro grau aumenta a cada ano e, em que pese não haja graduação na premiação, pois se parte de um conceito de busca coletiva de atingimento das metas, sempre há certa competitividade entre as unidades judiciais para atingimento de uma maior pontuação. E quem já conseguiu quer continuar recebendo o selo”, ressaltou.

A juíza auxiliar Carolina Quadrado Ilha explicou que o selo é estruturado em sete eixos de avaliação, entre eles conhecimento, acervo processual antigo, processos de execução, congestionamento,  instrução, execução forçada e as sentenças  A pontuação máxima é de 100 pontos, calculada a partir de critérios extraídos do sistema e-Gestão, baseado no glossário de metas do Conselho Nacional de Justiça.

Já o secretário-geral da Corregedoria, Adolfo Marques Pereira, informou que a proposta não busca estimular a concorrência entre as unidades judiciárias, mas incentivar a evolução contínua de cada Vara do Trabalho no alcance da meta mínima de 70 pontos estabelecida pelo projeto. “A competição é com ela própria, com o nível de melhoria”, concluiu.

Ele também apresentou o painel interno de acompanhamento utilizado pelas unidades judiciárias, ferramenta que permite o monitoramento diário do desempenho e auxilia no cumprimento das metas estabelecidas pela Corregedoria.