Encontro aconteceu nos dias 24 e 25 de fevereiro em Brasília, no auditório Ministro Walmir Oliveira da Costa, na sede do TST
A 1ª Reunião Ordinária do Coleprecor de 2026, promovida nos dias 24 e 25 de fevereiro em Brasília, reafirmou a união institucional como pilar central para os desafios do Judiciário Trabalhista. O encontro ocorreu no auditório Ministro Walmir Oliveira da Costa, na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), reunindo representantes de todo o país e ressaltou que a eficiência dos Tribunais Regionais depende, cada vez mais, de uma atuação conjunta e coordenada.
O balanço positivo do encontro foi sintetizado pela presidente do Coleprecor, desembargadora Herminegilda Leite Machado, que classificou a reunião como “fantástica”. “Contamos com a presença dos ministros (TST) e tivemos a colaboração de todos os colegas presidentes e corregedores dos tribunais. Todos estavam muito solícitos, atenciosos e colaborativos”, afirmou.
Na mesma linha, o vice-presidente do colegiado, desembargador Álvaro Luiz Moreira, enfatizou o critério na seleção dos assuntos abordados: “Fizemos a pauta com muito carinho, com muita discussão, procurando escolher temas de interesse da Justiça do Trabalho”. Complementando a visão da diretoria, o secretário do Coleprecor, desembargador Jasiel Ivo, exaltou o engajamento coletivo durante os dois dias de programação. “A participação foi intensa. Todos tiveram a oportunidade de se manifestar, então eu acho que, para uma estreia, foi muito bom”, concluiu.

Um dos pontos de debate foi sobre a transição de modelos de gestão. A juíza-auxiliar do CSJT, Brenna Vieira Nepomuceno, apresentou uma mudança de paradigma que foca na gestão contínua de produtos. Essa lógica pressupõe que as soluções entregues à instituição não se encerram em prazos determinados, mas exigem evolução incremental e responsabilidade permanente para garantir a qualidade dos serviços públicos.
O ministro do TST Caputo Bastos apresentou a Política Conciliatória e os Indicadores do CEJUSC-TST, reforçando a mediação como caminho prioritário para a resolução de conflitos. No campo da inovação operacional, o TRT da 19ª Região (Alagoas) esmiuçou o Projeto Equaliza, iniciativa estratégica voltada ao equilíbrio da carga processual e à otimização da força de trabalho.
O juiz auxiliar da presidência do TRT-AL, Emanuel Holanda, detalhou que o Equaliza surgiu para enfrentar a forte discrepância na distribuição de processos entre as unidades judiciárias. “O projeto utiliza como principal mecanismo de equalização a jurisdição ampliada. Então, nós dividimos o território do estado em quatro sub-regiões, sendo que duas delas, as que abrangem a maior parte do interior, possuem agora uma jurisdição ampliada. Isso significa que foram somadas as competências territoriais das Varas do Trabalho e se tornaram uma única área para recebimento de novas ações”, explicou.
A programação também incluiu a divulgação da 23ª Olimpíada Nacional do Judiciário Federal e reuniões de comissões temáticas para alinhar as metas do ano. O encerramento foi marcado pela entrega de premiações aos tribunais de destaque na 15ª Semana Nacional da Execução Trabalhista e pela aprovação do calendário oficial de 2026, consolidando as diretrizes que nortearão o Colégio nos próximos meses.

(Renata Santos / TRT-PB)



