Uma parceria firmada na manhã desta segunda-feira (13/7) entre o Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Salvador (Apae-Salvador) possibilitará a inserção de 30 jovens aprendizes nas unidades do Tribunal. A assinatura do contrato contou com a presença de magistrados, servidores, familiares de pessoas atendidas pela Apae e representantes da sociedade.

A presidente do TRT-BA, desembargadora Ivana Magaldi, revelou sua emoção com a iniciativa, que era um dos objetivos apresentados durante sua posse. “É uma imensa satisfação receber a Apae em nossa casa para anunciar a assinatura do contrato que permitirá a inclusão profissional de até 30 pessoas atendidas pela instituição.” A magistrada ressaltou que se trata de uma iniciativa pioneira para “oferecer oportunidades de aprendizagem, trabalho e renda”. Ela destacou que esse público enfrenta dificuldades para ingressar no mercado de trabalho e encontrará no TRT-BA uma porta aberta para iniciar a carreira. “Será uma experiência proveitosa também para nós do TRT-BA. O aprendizado é uma via de mão dupla e nós temos muito a aprender com todos vocês”, afirmou.

Presidente da Apae reforça a importância da iniciativa
“Que bom que nós estamos conseguindo levar essa voz para o mundo”, refletiu a presidente da Apae-Salvador, Cláudia Rego, ao agradecer a parceria e todas as pessoas e instituições que acolhem e ouvem as pessoas neurodivergentes. Cláudia ressaltou a importância da inclusão, explicou que os atendidos passam por formação na Apae e que, no Tribunal, “sentirão a sensação de pertencimento com a oportunidade do primeiro emprego”. Aos novos jovens aprendizes do TRT-BA, Cláudia disse que eles servirão de inspiração para os mais de 500 atendidos pela instituição. “Vocês encorajarão os seus amigos e outros jovens que irão se ver em vocês”, afirmou.
Evento de assinatura
Representando familiares de pessoas neurodivergentes do TRT-BA, a juíza do Trabalho Clarissa Magaldi abriu o evento saudando as famílias e a Apae. “Aqui vocês encontrarão apoio”. Em seguida, o Grupo de Dança Opaxorô, formado por jovens neurodivergentes, realizou uma apresentação com músicas e coreografias inspiradas na cultura popular. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Claudio Brandão, ressaltou que a inclusão começa com pequenas iniciativas. Segundo o ministro, o mundo é plural e diverso, e a convivência é essencial para a construção de uma sociedade mais justa.

O desembargador Jéferson Muricy, diretor da Ejud-5, destacou a sensibilidade da presidente Ivana Magaldi ao promover ações de inclusão e de combate ao preconceito e à exclusão. Também afirmou que a Escola Judicial promove e continuará promovendo cursos de capacitação para contribuir com a construção de uma instituição e de um país mais humanos. A procuradora do Trabalho Luíza Fidalgo destacou o compromisso da sociedade de acolher as pessoas e promover o crescimento de todos por meio do trabalho digno.
As juízas Viviane Martins e Débora Lima, gestoras regionais do Programa de Combate ao Trabalho Infantil, lembraram que esta segunda-feira (13/7) marca o aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo as gestoras, a assinatura do contrato celebra a data e reforça o compromisso da Justiça do Trabalho com a redução das desigualdades. Elas também agradeceram às mães que confiam seus filhos e filhas ao TRT-BA. A presidente do Tribunal também realizou a entrega simbólica do crachá e do fardamento ao jovem aprendiz Pedro Queiroz.
Os aprendizes passarão por um período de 20 dias de formação teórica. Em seguida, iniciarão a formação prática nas unidades do TRT-BA, onde desenvolverão habilidades profissionais e colocarão em prática os conhecimentos adquiridos durante a capacitação.
A aprendizagem profissional é uma modalidade de contratação prevista na legislação brasileira que alia formação teórica e experiência prática no ambiente de trabalho. Destinada a jovens de 14 a 24 anos, sem limite de idade para pessoas com deficiência, a iniciativa tem como objetivo promover a qualificação profissional, facilitar a inserção de jovens no mercado de trabalho e contribuir para sua formação cidadã, conciliando aprendizado e experiência prática.

A programação prosseguiu com a apresentação de uma poesia da educadora social Mona Kizola, que deixou uma mensagem de incentivo aos novos jovens aprendizes do Tribunal. “Eu sou tudo o que me permito ser, e eu me permito ser tudo.” O evento foi encerrado com a palestra “Ser apren-di(z) + integrad@”, ministrada pelo psicólogo José Bonifácio.
Com informações da Secom TRT-BA


