Iniciativa já atendeu 90 unidades e utiliza compartilhamento de boas práticas, capacitação e inteligência artificial para melhorar a gestão e os fluxos de trabalho
A 6ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor) iniciou a programação de palestras, nesta terça-feira (25), em Brasília, com a apresentação de uma experiência do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) voltada à recuperação e à melhoria do desempenho das Varas do Trabalho. O programa utiliza mentoria, compartilhamento de boas práticas e novas tecnologias para aprimorar a gestão das unidades.
A iniciativa foi apresentada pela corregedora, desembargadora Sueli Tomé, e pela juíza auxiliar da Corregedoria Paula Becker Montibeller Job. Criada em 2021, a Mentoria de Vara do Trabalho já atendeu 90 unidades em 15 ciclos e conta atualmente com oito mentores, todos diretores de secretaria experientes.
O trabalho busca identificar dificuldades e auxiliar as equipes na reorganização dos fluxos, redução do passivo processual e melhoria dos indicadores. As unidades são selecionadas pela Corregedoria a partir de critérios como metas, prazos, produtividade e dados do Índice Nacional de Gestão do Desempenho da Justiça do Trabalho (iGest).
A corregedora Sueli Tomé destacou que a mentoria tem caráter colaborativo e não interfere na gestão das secretarias. Segundo a magistrada, a procura cresceu à medida que os resultados começaram a aparecer. “Antes a gente procurava as Varas para fazer a mentoria. Hoje, elas estão fazendo fila”, afirmou.
Entre os exemplos apresentados, a 3ª Vara do Trabalho de Barueri avançou 929 posições no ranking nacional do iGest, passando da 1.223ª colocação, em março de 2022, para a 294ª, em junho de 2026. Já a 32ª Vara do Trabalho de São Paulo subiu 593 posições desde que ingressou no programa.
Inteligência artificial
Em 2025, o TRT-2 ampliou o projeto com a Mentoria de Inteligência Artificial, que capacita as equipes para utilizar automações e IA nas rotinas das secretarias. Os mentores orientam os servidores na criação e adaptação de prompts e outras soluções para reduzir tarefas repetitivas e otimizar a força de trabalho.
A experiência também aposta na disseminação do conhecimento existente no próprio Tribunal. Segundo a apresentação, o modelo pode ser replicado por outros TRTs, tanto em unidades de primeiro e segundo graus quanto em setores administrativos.



