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Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho

5ª RO do Coleprecor: debate sobre papel das metas como ferramentas de diálogo e eficiência no Judiciário Trabalhista

Desembargadores do TRT-RJ desmistificam o peso das metas e propõem uma gestão baseada no acompanhamento colaborativo

A gestão de metas nacionais ganhou um novo olhar na 5ª Reunião Ordinária de 2026 do Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), que acontece nesta segunda (15) e terça-feira (16), em João Pessoa, Paraíba. Em apresentação conduzida pelos desembargadores Alvaro Luiz Carvalho Moreira (desembargador-corregedor) e Marcelo Augusto Souto de Oliveira, ambos do TRT da 1ª Região (RJ), o debate girou em torno de como os dados e o planejamento estratégico são, na verdade, ferramentas de diálogo e aperfeiçoamento contínuo da prestação pública.

Compartilhando a experiência prática do TRT-RJ, o desembargador Marcelo Augusto Souto de Oliveira desmistificou o receio inicial que as metas de desempenho podem causar no dia a dia das varas do trabalho. Ele ponderou que a virada de chave acontece quando a informação chega à ponta, aos juízes e diretores de secretaria, servindo como um mapa de navegação. “As metas são um instrumento de gestão judiciária. Não se trabalha sem metas, é impossível planejar sem elas”, explicou.

Os desembargadores concluíram a apresentação destacando três pontos centrais:  as metas são um instrumento essencial de gestão do Poder Judiciário; a necessidade de que as metas processuais venham acompanhadas de gestão, monitoramento e cobrança (sempre compreendida de forma construtiva); e, por fim, o papel estratégico da instituição de relatórios periódicos, apontados não como uma ferramenta de pressão, mas como um poderoso mecanismo de apoio para que as varas alcancem seus objetivos de forma planejada.