O Gabinete do desembargador João Leite de Arruda Alencar, do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL), alcançou um resultado expressivo ao concluir a análise de 100% dos processos no período compreendido entre o primeiro semestre de 2025 e janeiro de 2026. O desempenho é fruto de uma atuação pautada na modernização dos fluxos de trabalho, na gestão eficiente do acervo e na adoção responsável da Inteligência Artificial (IA) e de ferramentas tecnológicas aplicadas à atividade jurisdicional.
A introdução dessas soluções no cotidiano foi introduzida pelo assessor-chefe, Paulo Moraes, que passou a investir em conhecimento na área de IA desde 2024. Ao longo de 2025, com o aval do desembargador João Leite, compartilhou essa expertise com toda a equipe, que, segundo ele, mostrou-se receptiva à inovação e se engajou na proposta.
O uso estratégico da tecnologia contribuiu para a otimização dos fluxos processuais, maior organização do trabalho e ganho de eficiência na análise dos autos. O Gabinete iniciou o ano de 2026 com apenas seis processos para analisar e, na última terça-feira (20/1), conseguiu zerar todos esses autos, consolidando o desempenho alcançado ao longo do período e criando um ambiente de trabalho mais equilibrado, colaborativo e saudável.
Para o desembargador João Leite de Arruda Alencar, os resultados demonstram que a inovação tecnológica, aliada ao trabalho colaborativo, fortalece a prestação jurisdicional e beneficia diretamente a sociedade. “A modernização dos métodos de trabalho, com responsabilidade e respeito às normas do CNJ, contribui para decisões mais céleres, para um ambiente de trabalho mais saudável e para a melhoria contínua do serviço prestado ao jurisdicionado”, afirmou o magistrado.
Segundo Paulo Moraes, a adoção da IA, a exemplo de ferramentas como o Claude, notebookLM, Gemini e Chat-JT trouxe reflexos diretos não apenas nos resultados institucionais, mas também na qualidade de vida dos servidores. “A inteligência artificial é utilizada na unidade como um instrumento de apoio ao trabalho, voltada à organização, à análise e ao ganho de eficiência dos fluxos processuais”, frisou.
Porém, ele foi enfático ao afirmar que a decisão sobre o provimento ou não do recurso é sempre de competência exclusiva do julgador, em estrita observância ao que dispõe a Resolução nº 615/2025 do CNJ, que estabelece princípios de governança, transparência e responsabilidade no uso de ferramentas de inteligência artificial no âmbito do Poder Judiciário.
Moraes salientou que, com essa performance, o Gabinete projeta alcançar o cumprimento integral das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), reforçando o compromisso do TRT de Alagoas com a eficiência, a inovação, celeridade e a efetividade da Justiça do Trabalho.
Coordenadoria de Comunicação Social do TRT19


