Exposição ocorreu durante a 4ª Reunião Ordinária de 2026 do Coleprecor, em Brasília
Durante a 4ª reunião do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), realizada na quarta-feira (27), em Brasília, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas) apresentou o projeto “Simetria 15 – Justiça em Equilíbrio”. A iniciativa busca garantir a equivalência da carga de trabalho entre magistrados do primeiro grau, por meio da atuação integrada em secretarias conjuntas e da redistribuição equilibrada dos processos.
A apresentação foi conduzida pela presidente do TRT-15 (Campinas), desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, pelo corregedor regional, desembargador Renan Ravel Rodrigues Fagundes, e pelo juiz auxiliar da Corregedoria, Alessandro Tristão.
Ao abrir a exposição, a presidente destacou que o projeto representa um esforço institucional construído ao longo de diferentes gestões. Segundo ela, a iniciativa teve início em 2022, com a equalização da força de trabalho entre servidores, dentro do modelo denominado “Especializa e Equaliza”, baseado nas secretarias conjuntas.
“Essa é uma apresentação muito cara para o tribunal. É um projeto que começou em gestões passadas, quando iniciamos a equivalência da força de trabalho entre os servidores, mas foi exatamente nesta gestão da Corregedoria que houve a efetiva consolidação”, disse, ao reconhecer o trabalho desenvolvido pelo desembargador Renan Ravel e pelo juiz Alessandro Tristão.
Em seguida, o corregedor regional Renan Ravel informou que o Regional possui 153 varas do trabalho distribuídas em 10 secretarias conjuntas, reunindo de 15 a 18 unidades em cada estrutura. Renan Ravel destacou que o modelo permite maior racionalidade na organização das audiências e da atuação jurisdicional. O desembargador também apontou os fatores que impulsionaram a criação do projeto: o déficit estrutural de servidores e magistrados e a desigualdade no volume processual entre as varas do trabalho.
Na sequência, o juiz Alessandro Tristão detalhou o funcionamento técnico do Simetria 15. Ele explicou que o sistema considera critérios quantitativos e qualitativos na distribuição dos processos, levando em conta não apenas o número de ações, mas também a complexidade das demandas.
O magistrado afirmou que a distribuição ocorre diariamente, por meio de sorteio proporcional e automatizado, permitindo que magistrados com carga inferior à média tenham maior probabilidade de receber novos processos, até o equilíbrio do volume de trabalho.
Tristão ressaltou ainda que o modelo preserva o princípio do juízo natural e a vinculação territorial dos processos. “O processo permanece na unidade de origem. O jurisdicionado e o advogado não precisam acompanhar redistribuições entre varas”, observou.
Ao encerrar a apresentação, o juiz destacou o impacto institucional da iniciativa. “Muito mais do que a distribuição quantitativa e qualitativa da carga de trabalho, o Simetria faz uma distribuição mais justa do peso da responsabilidade institucional”, afirmou. “A Justiça que consegue se equilibrar para dentro se torna mais forte e mais equilibrada para entregar justiça para fora”, concluiu.



