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Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho

TRT-14 apresenta soluções para teletrabalho e equalização do 1º grau durante a 5ª Reunião Ordinária do Coleprecor

Palestras ocorreram durante a 5ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes (as) e Corregedores (as) dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), realizada em João Pessoa (PB)

Representantes do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) compartilharam duas iniciativas voltadas ao aprimoramento da gestão judiciária durante a 5ª Reunião Ordinária de 2026 do Colégio de Presidentes (as) e Corregedores (as) dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), realizada em João Pessoa (PB) no dias 15 e 16 de junho.

Na manhã do segundo dia, os desembargadores Ilson Alves Pequeno Júnior, presidente do TRT-14, e Carlos Augusto Gomes Lôbo, vice-presidente e corregedor regional, juntamente com o secretário-geral da Presidência, João Bosco Machado de Miranda, e o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, Robert Armando Rosa, detalharam o funcionamento do sistema GESTRAB, desenvolvido para o acompanhamento do teletrabalho.

No início da tarde, além dos desembargadores, o juiz auxiliar da Corregedoria, Antônio César Coelho, expôs os resultados do Projeto de Equalização, com o balanço do primeiro ano da jurisdição ampliada e das medidas adotadas para otimizar a força de trabalho no primeiro grau.

O secretário-geral da Presidência, João Bosco Machado de Miranda, explicou que o GESTRAB é uma ferramenta criada para automatizar o monitoramento do teletrabalho e subsidiar a gestão baseada em indicadores objetivos de desempenho. Segundo ele, o sistema surgiu após auditoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificar fragilidades nos mecanismos de controle da modalidade, como a ausência de acompanhamento sistemático dos resultados.

Já o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, Robert Armando Rosa, destacou que a solução passou por sucessivas evoluções e atualmente permite a elaboração e a renovação eletrônica dos planos de trabalho, o monitoramento em tempo real das metas pactuadas e a emissão automática de relatórios. Ele acrescentou que a plataforma também integra informações extraídas de sistemas institucionais, oferecendo a gestores e servidores instrumentos para o acompanhamento da produtividade.

Segundo o presidente do TRT-14, desembargador Ilson Alves Pequeno Júnior, a adoção de ferramentas de gestão baseadas em evidências fortalece a tomada de decisões e contribui para maior segurança administrativa. “A experiência demonstrou que é possível conciliar flexibilidade com responsabilidade, adotando critérios objetivos para o acompanhamento do teletrabalho”, afirmou.

Na segunda apresentação, o juiz auxiliar da Corregedoria, Antônio César Coelho, fez um balanço do primeiro ano do projeto de equalização da distribuição processual e da força de trabalho no primeiro grau. A iniciativa reorganizou as unidades judiciárias em polos regionais, redefiniu fluxos de atuação e promoveu uma nova distribuição dos recursos humanos, com o objetivo de reduzir distorções entre as varas trabalhistas e tornar mais equilibrada a prestação jurisdicional.

De acordo com os dados expostos, a medida reduziu significativamente as diferenças na distribuição de processos entre as unidades. No Fórum Regional do Cone Sul, a variação caiu de 79,4% para 2,5%; em Porto Velho, passou de 49,5% para 2,8%; e, em Rio Branco, de 53,65% para 3,12%. Os resultados também indicaram maior previsibilidade na produtividade, redução de gargalos operacionais e melhor aproveitamento da força de trabalho disponível.

Para o vice-presidente e corregedor regional, desembargador Carlos Augusto Gomes Lôbo, a experiência evidencia a importância do planejamento estratégico aliado ao uso da tecnologia. “A equalização buscou assegurar condições mais equilibradas de atuação entre as unidades, refletindo diretamente na eficiência da prestação jurisdicional e no atendimento ao cidadão”, destacou.

Antônio César Coelho ressaltou que a implementação ocorreu de forma gradual e dialogada, com base em estudos técnicos e na análise dos dados institucionais. “Os resultados alcançados demonstram que a gestão orientada por evidências pode contribuir para a construção de modelos organizacionais mais sustentáveis e eficientes”, observou.