Palestra abordou procedimentos para aprimorar serviços e alinhar soluções à estratégia institucional
A juíza-auxiliar do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Brenna Vieira Nepomuceno, ministrou palestra sobre Gestão de Produtos na Justiça do Trabalho durante a primeira reunião ordinária de 2026 do Colégio de Presidentes(as) e Corregedores(as) dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), ocorrida nesta terça-feira (24), abordando fundamentos, diretrizes e desafios da aplicação da metodologia no âmbito do Judiciário trabalhista.
Gestão orientada a valor e estratégia
Ao contextualizar o tema, a magistrada explicou que a gestão de produtos representa uma mudança de paradigma na administração pública. Diferentemente do modelo tradicional centrado em projetos com início e fim determinados, a lógica de produtos pressupõe acompanhamento contínuo, evolução incremental e responsabilidade permanente sobre cada solução entregue à instituição.
No contexto da Justiça do Trabalho, os produtos incluem sistemas eletrônicos, plataformas digitais, fluxos processuais, serviços administrativos e demais iniciativas que sustentam a atividade jurisdicional. Cada produto deve ter propósito claro, público-alvo definido e indicadores capazes de medir desempenho e impacto. Segundo Brenna, essa organização evita sobreposição de iniciativas, reduz retrabalho e assegura melhor utilização dos recursos públicos.
A magistrada também destacou a importância do alinhamento estratégico. Para que uma solução gere valor efetivo, é fundamental que esteja conectada às diretrizes institucionais e ao planejamento estratégico. A gestão de produtos, nesse cenário, funciona como ponte entre estratégia e execução, fortalecendo a governança e a tomada de decisões baseada em dados.
Cultura de melhoria contínua
Durante a palestra, Brenna detalhou o ciclo de vida dos produtos, que envolve concepção, priorização, desenvolvimento, monitoramento e aprimoramento contínuo. O acompanhamento sistemático permite ajustes mais rápidos e maior aderência às necessidades de magistrados, servidores, advogados e cidadãos.
Ao tratar de inovação, a magistrada ressaltou que inovar no Judiciário não significa apenas criar novas ferramentas tecnológicas, mas aperfeiçoar continuamente processos já existentes, tornando-os mais simples, acessíveis e eficientes. A integração entre áreas técnicas e finalísticas e a definição clara de responsabilidades foram apontadas como fatores essenciais para consolidar uma cultura orientada a resultados.
(Secom/TST)



